BIOGRAFIA Ana Carolina

Com um violão nas mãos e um timbre de voz inconfundível, Ana Carolina se apresenta nos bares de Juiz de Fora (MG) e região interpretando grandes ídolos, como Chico Buarque e João Bosco e é em uma dessas apresentações, mas agora no Rio de Janeiro, que Luciana, filha de Vinícius de Moraes, grande cantor e compositor, gosta de seu trabalho e lhe pede uma fita demo. Ela faz a fita chegar nas mãos da gravadora e em alguns dias, Ana assina com a BMG e estoura logo no primeiro CD com a música “Garganta”. A cantora e compositora chega a ser considerada “a grande promessa da MPB” e é comparada a Cássia Eller e Zélia Duncan. Ana Carolina não tem um estilo fechado, ela vai do pop, ao pop rock, da bossa nova ao samba e a MPB. Além de cantar e compor, ela ainda é arranjadora, produtora, multi-instrumentista e diretora de alguns de seus clipes. Além disso, é uma das cantoras que mais emplaca músicas em trilhas sonoras de novelas. No facebook, ela já tem quase 4 milhões de seguidores e um de seus CD’s bateu 1 milhão de cópias vendidas. Assim é a história de Ana Carolina.

Voz marcante

Antes de gravar seu primeiro CD com a gravadora, Ana Carolina já está se tornando conhecida no meio musical e chega até a participar da abertura do concerto da Orquestra Internacional de Ray Coniff que acontece em 1997.

Mas em 1999 sua vida muda completamente. É neste ano que ela lança o CD “Ana Carolina” com a música “Garganta” que estoura e se torna uma das mais tocadas nas rádios de todo o Brasil. Além desta, no álbum tem outras canções de própria autora e alguns covers, como “A Canção Tocou na Hora Errada”, “Trancado”, “O Avesso dos Ponteiros”, “To Saindo”, “Nada pra Mim” de John do grupo Pato Fu, “Tudo bem”, de Lulu Santos, “Agora ou Nunca” de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Brito, “Retrato Preto & Branco” de Tom Jobim e Chico Buarque e “Beatriz”, de Chico Buarque e Edu Lobo.

“Garganta” faz tanto sucesso que entra para a trilha sonora da Andando nas Nuvens, “Tô Saindo” vai para a novela [b]Vila Madalena[/i] e "Nada pra Mim" entra na Malhação, na temporada 2000. Todas da Rede Globo.

O sucesso de sua voz é tão grande que lhe rende até um show no Bataclan, na França e no Festival de Música Brasileira em Sanahy, também na França. O disco é indicado ao Grammy Latino de Melhor Disco Contemporâneo e ganha disco de ouro. Além disso, Ana é eleita Cantora Revelação no Prêmio Multishow.

Em 2001 ela lança “Ana Rita Joana Iracema Carolina” e o hit “Quem de Nós Dois” é novamente a música mais tocada nas rádios. Outras canções deste álbum são “Ela é Bamba”, “O Rio”, “Confesso”, “Dadivosa”, que ela compôs com Adriana Calcanhotto e Neusa Pinheiro, "Eu Nunca Te Amei Idiota" que teve a participação de Seu Jorge para escrever e “Me sento na Rua” que ela compôs com Vanessa da Mata.

Ana segue em turnê nacional e também faz apresentações na França e Portugal.

E, mais uma vez, dá-lhe Ana Carolina nas novelas globais. “Ela é Bamba” entra em As Filhas da Mãe, “Quem De Nós Dois” em Um Anjo Caiu do Céu e “Confesso” em Coração de Estudante.

E “Ana Rita Joana Iracema Carolina” recebe disco de ouro e platina e Ana é eleita melhora cantora pelo Troféu Imprensa, Melhores do Ano do Programa Domingão do Faustão e Prêmio TIM de Música Brasileira. A canção “Quem de Nós Dois” também ganha como Melhor música no Melhores do Ano do Domingão do Faustão.

Momentos dramáticos

É em 2001 que Ana sofre um acidente. Saindo da casa de Paulinho Moska ela perde o controle do seu carro e bate em um poste. Ela é levada para a UTI e sofre fratura na tíbia e um corte na cabeça. Mas logo ela se recupera totalmente.

Em 2002, a cantora começa a pintar telas. Segundo ela, tudo acontece um pouco antes do lançamento de “Estampado”. Ela conta estar em um momento muito conturbado emocionalmente e a cada música que ela compõe, ela faz uma tela para aliviar suas emoções. Ela curte tanto essa forma de se expressar que não para mais.

As versões de Estampado

Em 2003 ela lança CD e DVD “Estampado” e dessa vez para compor ela conta com Chico César em “Mais Que Isso”, Seu Jorge em “Não Fale Desse Jeito” e o “Beat da Beata” e também escreve outras como “Hoje Eu Tô sozinha”, “Encostar na Tua”, “Vox Populi”, “Elevador (Livro do Esquecimento)”, “Uma Louca Tempestade” e “Pra Rua Me Levar”, entre outras.

O DVD é dividido em três partes: “Voz e Violão”, “Filme”, “O Largo e o Show” e “O Armazém da Ana” e tem participações especiais, como a de João Bosco em “Corsário” e “Não Fale Desse Jeito”, Maria Bethânia em “Pra Rua Me Levar”, Antônio Villeroy em “Bicudos” e Seu Jorge e Liminha em “O Beat da Beata”.

Ana segue com sua turnê e apresentações internacionais. Dessa vez ela passa por Portugal e Estados Unidos (Miami, Boston e Newark).

Em 2004, ela lança o volume dois do DVD “Estampado - Um Instante Que não Para”, que é gravado ao vivo no Claro Hall (Rio de Janeiro) com mais de 9 mil pessoas na plateia. O repertório é um mix dos hits de sucesso, como “Uma Louca Tempestade”, “Quem de Nós Dois”, “Ela é Bamba”, “Garganta”, “Hoje Eu Tô Sozinha” e “Sinais de Fogo”, com outras inéditas, além de trechos de poemas e covers das músicas “Eu Gosto de Mulher”, do Ultraje a Rigor e “Outra Vez”, de Roberto Carlos.

E como já é de costume, Ana invade as novelas. “Uma Louca Tempestade” entra na trilha de Senhora do Destino, “Nua” entra em Como uma Onda, “Pra Rua Me Levar” em América e “Encostar na Tua” em Celebridade, todas da Rede Globo. “Vox Populi” entra em Seus Olhos, do SBT.

Parceria perfeita

Em 2005, ela estreita ainda mais sua relação com o amigo Seu Jorge e o convida para participar de duas apresentações no projeto Tom Acústico, em São Paulo. Durante o show, eles cantam sucessos de suas carreiras, como “São Gonça”, “Carolina”, “Chatterton”, “Pra Rua Me Levar”, “Vestido Estampado” e “Garganta” . Sem falar nas inéditas, “Nega Marrenta”, “Notícias Populares”, “Brasil Corrupção”, que é uma parceria da Ana com o Tom Zé e “É Isso Aí”, versão de The Blower's Daughter, do músico irlandês Damien Rice, que estoura nas rádios de todo o país e todo mundo canta com a “dupla”.

Esse brilhante encontro rende CD e DVD “Ana & Jorge” , que é um fenômeno de vendas – 1 milhão de cópias e eles ganham disco de platina e o DVD de diamante e triplo de platina, além de indicação ao Grammy Latino de Melhor Disco de Música Popular Brasileira. Ana ainda ganha Prêmio Multishow de Melhor Cantora e “Ana & Jorge” de melhor CD.

Em 2005, a Som Livre coloca no mercado o álbum “Perfil” [b] com os maiores sucessos da cantora dos CD’s [b]“Ana Carolina”, “Ana Rita Joana Iracema e Carolina” e “Estampado” . Este disco é o mais vendido do ano e bate 500 mil cópias, garantindo disco de diamante.

Ana Carolina em outras vozes

Em 2006, Ana Carolina “empresta” seu talento para outras cantoras de sucesso. Maria Bethânia grava “Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar”, que é composta por Ana Carolina e Jorge Vercilo e Mart’nália estoura nas rádios com a música “Cabide”, outro sucesso escrito por Ana. Para completar, Luiza Possi lança o CD “Escuta”, em que a música homônima também é escrita por Ana Carolina.

No quarto com Ana Carolina

É ainda em 2006 que ela lança o CD duplo: “Dois Quartos”, um dos seus trabalhos mais autorais. As canções de sucesso ficam por conta de “Rosas” e “Carvão” que são os hits mais tocados do momento. “Vai”, “Tolerância”, “Ruas de Outono”, “Manhã”, “Aqui” e “Claridade” e “Eu Comi a Madona” também fazem parte do álbum. Com este disco Ana recebe indicação ao Grammy Latino por “Rosas” na categoria Melhor Canção Brasileira, sem falar no disco de platina e troféu de Melhor Cantora no Prêmio Multishow e Melhor música de novela – “Carvão” - no Melhores do Ano do programa Domingão do Faustão.

Por Falar em novelas, “Carvão” entra na trilha de Paraíso Tropical e “Aqui” em Desejo Proibido, ambas da Rede Globo.

E é neste ano que Ana fecha com o GNT para ser uma das apresentadoras do programa Saia Justa e se sai muito bem em suas colocações.

Carreira independente

Em abril de 2008, Ana Carolina estreia seu selo Armazém[/b], lançando o CD/DVD “Multishow Ao Vivo Ana Carolina Dois Quartos”, gravado do Credicard Hall (SP) com canções consagradas da cantora como “Pra Rua Me Levar”, “Encostar Na Tua”, “Quem de Nós Dois”, “Confesso”, “É Isso Aí”; “Cantinho”, “Eu Comi a Madona” (no DVD o DJ Zé Pedro participa dessa canção), “Carvão”, “Rosas” e duas inéditas: “Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar”, “Cabide” e a regravação de “Três”, de Marina Lima. O DVD tem 25 faixas, além de making off, entrevista da cantora e comentários sobre as faixas. Este trabalho ganha disco de platina e ouro, além de troféu de [i]Melhor Show no Prêmio Multishow.

Uma década de carreira

Em 2009, a bonita comemora 10 anos de carreira e lança o CD “N9ve” que faz um mix de tango eletrônico, samba, salsa e bossa nova em sua canções. Os sucessos ficam por conta de “10 minutos (Dimmi Perché)”, “Dentro”, “Entreolhares que tem a participação de John Legend, “Era”, “8Estórias”, “Resta” com participação da cantora italiana Chiara Civello, entre outras. “Entreolhares” fica entre as mais tocadas nas rádios.

Como era de se esperar, “10 minutos” entra na trilha sonora de Tempos Modernos e “Resta” em Passione, ambas da Rede Globo.

Em seguida, ela lança “Multishow Registro 9 + Um” no Credicar Hall (SP), e além das canções de “N9ve” e de outros trabalhos da cantora, há diversos duetos. "Cabide" conta com Luiz Melodia, “Milhares de Sambas" com Roberta Sá, “Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar” com Maria Bethânia, “Homens e Mulheres" com Ângela Rô Rô, “Mais Que a Mim" com Maria Gadu, “Ruas de Outono" com Zizi Possi, “Tá Rindo, É?" de Seu Jorge, "Torpedo" de Gilberto Gil, "Heroína e Vilã" com Antônio Villeroy. O DVD tem mais alguns extras, como "10 Minutos” com participação de Dimmi Porché, “Resta” com a cantora italiana Chiara Civello e “Traição” com Esperanza Spalding e “Entreolhares” com John Legend e Antônio Villeroy, seu principal parceiro de composição.

Em 2010, a Som Livre lança ”Perfil 2” com 15 singles de sucesso da cantora. É como se fosse a continuação do primeiro.

Arte e música

Em 2010, a cantora e compositora Ana Carolina estreia o projeto “Ensaio de cores”, que mistura música com telas pintadas por ela desde 2002. O time que a acompanha neste trabalho é de primeira: No piano é Délia Fischer, uma das instrumentistas mais renomadas no Brasil, que já se apresentou em festivais de Jazz da Europa. No violoncello, Gretel Paganini, revelação da música erudita. Na percussão e bateria, Lanlan, instrumentista que já tocou com Marisa Monte e Cássia Eller e agora faz parte da Banda Moinho.

Neste CD, Ana Carolina mistura sucessos de sua carreira e canções inéditas, além de algumas interpretações, como nas canções “Azul” de Djavan, "Força Estranha", de Caetano Veloso que foi sucesso na voz de Roberto Carlos, “Todas elas juntas num só ser“ de Lenine, além de “Carvão”, “Estéreo”, “As Telas e Elas”, “Problemas” e “Simplesmente Aconteceu”.

O show tem um formato acústico, mais intimista e as telas ficam expostas. Elas também serão vendidas e parte do valor será revertido para a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), que atende jovens diabéticos. Ana se solidariza com a causa porque ela também descobriu ser portadora da doença aos 16 anos.

Em 2010 Ana ganha o troféu de Melhor Cantora no Prêmio Multishow e mais uma vez ela emplaca alguns de seus sucessos em novelas. “Problemas” entra em Fina Estampa e “Simplesmente Aconteceu” no remake Guerra dos Sexos, ambas da Rede Globo.

Parcerias internacionais

Em 2012, Ana Carolina segue para Nova Iorque (EUA) para gravar um dueto com ninguém menos que Tony Bennett, um ícone da música internacional e um dos maiores intérpretes de canções românticas americanas. Juntos eles cantaram “The Very Thought of You” para o novo CD de Bennett, só com duetos com convidados especiais. E para ele Ana é muito especial, magnífica no palco.

E depois de Tony Bennett, Ana recebe Alejandro Sanz em sua casa para gravar o clipe da canção “Irrepetível”, do álbum do cantor “La Música No Se Toca”. Eles soltam a voz juntos e a letra ganha versão em português, composta pela própria Ana. O vídeo é gravado no estúdio pessoal da cantora e na sua deslumbrante varanda, no Rio de Janeiro.

Trabalho novo na área

Em 2012, ela lança “#AC” , um álbum bem diversificado com o selo Armazém e distribuição da Sony Music. O álbum é gravado em Los Angeles e tem 10 faixas, entre elas “Pole Dance”, “Esperta”, “Libido”, “Combustível”, “Resposta da Rita com participação de Chico Buarque, “Pelo iPhone”, “Canção para Ti” e "Un Sueño Bajo el Agua" com participação especial de Chiara Civello.

A música “Combustível” é uma balada e já virou hit, assim como “Libido” com sua pegada mais sensual.

A turnê também inclui um roteiro internacional com sete cidades dos Estados Unidos. O disco recebe indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro.

Em 2015, chega às lojas o [b]“#AC Ao Vivo” [b] gravado ao vivo no Citibank Hall (SP). Ele sai em disco duplo, disco único e DVD. No CD tem as canções “Pole Dance”, “Bang Bang 2”, “Fire”, “Libido”, Eu Comi a Madona, Dez Minutos, Pra Rua Me levar, uma louca tempestade, além das músicas bônus gravada em estúdio “Coisas”, “Sangrando”e “Esperta”. O Cd tem 14 faixas. O DVD junta os dois CDs somando 27 singles. Não ficam de fora os sucessos “Cabide”, “Rosas”, “Garganta”, “Piriguete”, “Você Não Vale Nada”, entre outras.

Todos os singles do disco menos a releitura de "Eu sei que vou te amar" ganharam videoclipes. O primeiro foi o da canção "Un sueño bajo el agua", gravado na piscina da casa de Ana Carolina, depois "Leveza de Valsa" que tem como cenário o Rio de Janeiro. Em “Libido”, a cantora participa de um beijaço coletivo[b] no fim do clipe. E em “Pole Dance” ela conta com [b]diversos famosos brincando no pole dance, entre eles sua amiga de anos Adriana Esteves, Ana Maria Braga, Cacau Protássio, Carlinhos Brown, Bianca Rinaldi, Thiago Abravanel, Zeca Camargo, Paulo Gustavo, Fábio Porchat, Marcelo Serrado, entre outros. Todos os clipes foram editados e dirigidos pela própria cantora.

Fora dos palcos

Ana Carolina Souza nasceu em Juiz de Fora (MG), em 9 de setembro de 1974. Com apenas dois anos ela perde o pai de trombose. Ela tem uma irmã e um irmão e gosta de música desde pequena por conta da avó que cantava e do avô e tios-avôs que tocavam. Aos 12 anos, ela aprende a tocar violão sozinha e gosta muito de ouvir Chico Buarque, João Bosco e Maria Bethânia, além de Bjorke e [i]Alanis Morissette.

Aos 16 anos Ana descobre que tem diabetes depois de ter emagrecido muito de uma hora para outra. Apesar do choque e de todos os cuidados que a doença necessita, ela não desiste de seu sonho de cantora e passa a se apresentar nos bares da cidade. Ela até cursa Letras na Universidade Federal de Juiz de Fora por um tempinho, mas não se forma.

Embora muito discreta em sua vida pessoal, em 2005, Ana assume publicamente ser bissexual e acha natural gostar e se envolver com homens e mulheres. Em entrevista a uma revista ela diz que não quer ficar levantando bandeiras porque se não fica parecendo que ser gay é uma doença.