Ave de Rapina

Ave de Rapina
Vejo no horizonte aberto
A cisma já combina
Que a ave de rapina
Procura o que comer, suspeito, alguma coisa
Está pra acontecer

Um trovão, sinal de chuva
Mas esse céu aberto
Não sei o que é por certo
Mas posso perceber, suspeito, alguma coisa
Está pra acontecer

Isso é o que a gente sente quando alguma coisa
Machucando a mente
Quanto se pressente, pior que dor de dente
E não sabe o que é

Que importa e tanto faz, a gente dá um jeito
Me transformo em fogo sem se perceber
Mato a fome e a sede pra nos proteger

Sei que o horizonte aberto
E essa nossa cisma
Com a ave de rapina
Eu vou mandar embora, vai nascer a aurora
Sem nos preocupar
Não vai ser preciso a gente suspeitar
Benito Di Paula - 1978
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