Siriema do serrado

Siriema do serrado

Siriema do cerrado
A pisar o chão molhado
Do orvalho que caiu

Cante para o sol surgindo
Aos botões que vão de abrindo
E pra lua que dormiu

Eu fiz sol na vida dela
E o luar do amor foi ela
Mas sumiu não sei porque

Siriema das campinas
É igual a minha sina
O destino de você

Siriema do cerrado
Magoado é seu cantar
Por planícies e montanhas
Acompanha o meu penar

Vai seguindo os boiadeiros
Forasteiros e paixões
Você é a sentinela
Nas janelas dos sertões

Siriema do cerrado
Minha vida é um descampado
Como os campos no verão

Siriema do meu peito
A bater insatisfeito
É meu triste coração

Sou vaqueiro das estradas
A tocar minha boiada
De saudade e solidão

Quando ouço o seu canto
Sinto um ribeirão de pranto
Me brotar do coração
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